Fracasso com Ancelotti escancara uma seleção brasileira à deriva

Jorge Jesus é uma boa para a urgência do momento. Ele é capaz de gerar o big bang que nos tire do precipício Entenda por que a CBF desistiu de Ancelotti Perdão pelo silogismo torto, mas vamos lá: se um acerto com Carlo Ancelotti pressupunha que todas as partes estivessem de acordo, se o Real Madrid era uma das partes, se o Real Madrid ainda não estava de acordo, então não havia acerto. Mas pouco importa a filosofia de boteco a essa altura do buraco: o ponto é que temos uma Seleção à deriva. E não é de hoje. A Seleção perdeu o rumo quando Tite anunciou, em idos de 2022, que deixaria o cargo no fim do ano. Ela ficou à deriva quando Fernando Diniz acumulou o posto junto com o trabalho no Fluminense e se tornou um técnico anfíbio – ora no clube, ora na Seleção; ora um evidente interino, ora um possível treinador efetivado. Ela seguiu à deriva quando a CBF fez uma serenata na frente da casa de Carlo Ancelotti e viu a janela se fechar, as luzes se apagarem. Ela se manteve à deriva quando Dorival Júnior foi alçado ao cargo sem ter o tamanho que a responsabilidade exigia. E ela segue à deriva agora, a pouco mais de um ano da Copa do Mundo, com a CBF levando outra negativa de Ance...
Fonte: globoesporte.com